quinta-feira, 25 de maio de 2017

(I) legalidade do impeachment de Dilma.

24 de maio de 2017 - 18h43
do portal Verfmelho. na íntegra.



Defesa pede ao STF que julgue legalidade do impeachment de Dilma

Defesa pede ao STF que julgue legalidade do impeachment de Dilma
De acordo com José Cardozo, Michel Temer foi atingido frontalmente por denúncias de corrupção e de tentativa de obstrução da Justiça, firmadas a partir de delações premiadas homologadas pelo próprio STF. “O País passa hoje por uma crise política e institucional aguda, em dimensões nunca antes vivenciadas”, ressalta o ex-ministro da Justiça e ex-advogado Geral da União.

“A cada dia se evidencia mais a ilegitimidade e a impossibilidade do atual presidente da República permanecer no exercício do mandato para o qual não foi eleito, e em que foi indevidamente investido por força de um processo de impeachment escandalosamente viciado e sem motivos jurídicos que pudessem vir a justificá-lo”, aponta.

“Urge que um governo legitimado por 54,5 milhões de votos, e indevidamente afastado do mandato que lhe foi outorgado pela população brasileira, retome as rédeas do País para buscar a normalidade institucional”, aponta Cardozo. “Somente o Poder Judiciário pode reverter esta situação lesiva à democracia e ao Estado de Direito”.

O advogado aponta que o país vive “as consequências funestas de um terremoto político motivado por um impeachment presidencial consumado sem causa constitucional plausível” e que o governo está “desmoralizado”, em condições insustentáveis de governabilidade perante a sociedade brasileira e a opinião pública internacional. “Uma renúncia desejada pela mais ampla maioria da população brasileira, mas que fica aterrorizada pela possibilidade de uma eleição indireta, feita pelo Congresso Nacional, onde muitos de seus membros são acusados de terem incorrido na prática de atos ilícitos”, observa Cardozo.

Segundo o advogado, que defendeu Dilma no Congresso durante o processo de impeachment, não há mais dúvida de que o afastamento da presidenta eleita ocorreu sem que tenha sido praticado qualquer ato que configure crime de responsabilidade.

Cardozo lembra na petição que o próprio Michel Temer apontou o desvio de poder de Eduardo Cunha, ao aceitar a abertura do processo de impeachment, em entrevista à TV Band, em abril. Disse Temer a jornalistas: “Veja que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado naquele comitê de ética (votado favoravelmente a não abertura do processo de cassação do então deputado Eduardo Cunha), é muito provável que a Senhora Presidente continuasse”.
 

Fonte: Blog do Planalto

quarta-feira, 24 de maio de 2017

PRESIDENTE DO SUPREMO, RECEBE EMPRESÁRIOS EM REUNIÃO FECHADA

9/05/2017 às 05h00 1 Cármen Lúcia recebe empresários em reunião fechada Por Luísa Martins e Ivo Ribeiro | De Brasília e São Paulo

http://www.valor.com.br/




CÁRMEN LÚCIA, PRESIDENTE DO SUPREMO, RECEBE EMPRESÁRIOS EM REUNIÃO FECHADA


http://www.brasil247.com





A Globo quer Carmen Lúcia, pra renovar o golpe; o povo vai exigir Diretas Já e a prisão de Temer

http://www.revistaforum.com.br





Sem nenhum acanhamento e co a mai cara de pau, a presidente do STF convoca reunião com a classe empresarial mais poderosa, inclusive alguns que participaram do golpe, pra tratar assuntos que, até o momento não ficou claro e muito menos foi explicado.]
Sabe-se que essa reunião à portas fechadas, pelos seus participantes, não tem nada a agregar à situação momentânea do povo brasileiro, se assim fosse, ao menos haveria um operário.

Fiquemos agora a aguardar a divulgação oficial desta "conversa entre amigos" para saber o que vai sobrar para o "couro" do povo, pois não se sabe o que esperar de uma juíza presidente do Supremo Tribunal Federal que abril a delação do Sr Joesley Batista para apenas uma emissora das várias que temos no país e, não por acaso, estava o seu Diretor Geral participando do encontro.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Correios lança serviço de Telefonia.



Os Correios, companhia mais conhecida por entregar cartas e produtos na sua casa, agora estão competindo no mercado de telefonia. A empresa pública federal lançou no dia 6 de março um site detalhando o próprio plano celular, que custa R$ 30 por mês na modalidade pré-pago.
Segundo a Correios, o chip pré-pago poderá ser utilizado em qualquer aparelho e o consumidor também poderá navegar na maioria das cidades brasileiras. "Até setembro de 2017, o Correios Celular estará presente na grande maioria dos municípios brasileiros, alcançando mais de 90% da população. A operação começa na Grande São Paulo e se espalhará gradualmente para todo o país", notou a empresa.
Análise: Todas as operadoras dão ao cliente a possibilidade de comprar créditos com valores muito menores, assim a correios já coloca um piso obrigatório de mais que o dobro do que muito s usuários de aparelhos celular estão acostumados a comprar, fazendo assim com que atinja um numero pequeno de usuários.

A Correios não cobra taxas de deslocamento ou roaming nacional
Um ponto positivo do plano é que a Correios não cobra taxas de deslocamento ou roaming nacional. "Quando você estiver viajando, e alguém te ligar, você não vai pagar para receber aquela ligação. O contrário também vale: se você estiver fora e precisar ligar para alguém, você só vai utilizar os minutos do seu plano".
Análise: Um ponto realmente positivo, já que todas as operadoras cobram o serviço e deixam o cliente sem opção quando não tem créditos no celular pré pago e gerando um custo a mais quando te os créditos ou quando o plano do celular é pós pago.
Você consegue adquirir um chip pré-pago da Correios Celular em apenas 12 agências de São Paulo isso ocorreu até o final de março. Segundo o site oficial, a ideia é expandir o serviço para 164 agências na Grande São Paulo, o que ja deve star acontecendo. A Correios Celular também deve chegar para Belo Horizonte e Brasília em breve.

Análise: Serviço inicia com precariedade ao não dar, de imediato, a opção da aquisição do chip, mas no futuro tem a chance de alcançar todos os interessados e assim já terá uma estimativa real do interesse pelo novo serviço da empresa.
O que oferece
O plano pré-pago de R$ 30 oferece "a maior cobertura 4G do país" e franquia de 1 GB, segundo a Correios. Após o uso desses dados, a internet terá a velocidade limitada a 32 kbps — a empresa divulga a ação como "internet sem cortes".
Esse plano também garante uso do WhatsApp totalmente "grátis". Isso significa que você pode trocar mensagens, textos, áudio e chamadas de voz sem gerar cobranças extras.
 Análise: O valor do plano é consideravelmente alto em relação aos concorrentes. As vantagens anunciadas não são realmente vantagens se comparadas com a necessidade de cada serviço e o período de validade das franquias não traz novidades. O acumulo do saldo anterior é, na maioria das vezes, até uma enganação, como já fazem com aqueles absurdos de bonus que presenteiam os clientes e que tem a validade de apenas 7 dias.

Outros detalhes do plano:
  • Ligações: 100 minutos de chamadas para qualquer operadora celular/fixo 
  • Recarga: validade de 30 até 180 dias, conforme valor da recarga — valor será somado ao saldo principal
  • SMS: 100 mensagens SMS para qualquer operadora
  • Benefícios: "os benefícios de minutos/SMS ou dados não utilizados no mês são acumulados para o mês seguinte, desde que o plano seja renovado até a data de sua expiração. Caso a nova recarga seja feita após 30 (trinta) dias decorridos da ativação do plano, os benefícios não serão acumulados. O acúmulo de benefícios do plano está limitado a 300 (trezentos) minutos/SMS e 3 (três) GB"
Análise: Existe operadora no país que tem cobrança pelos serviços bem mais barata do que a nova operadora. !00 minutos para qualquer operadora chega a ser 1/3 do que oferecem outras prestadoras do serviço.
O plano pré-pago da Correios Celular também é renovado mensalmente — para isso, o consumidor precisa ter pelo menos R$ 30 de saldo. Caso a renovação não seja feita e o cliente continue realizando ligações e enviando mensagens, o valor sobe: R$ 0,10 por megabyte de internet, R$ 1/minuto por ligação e R$ 1 por SMS enviada.
Análise: A possibilidade de poder continuar ligando após o término dos créditos/bônus, é uma ideia que pode ajudar muitos usuários de aparelhos pré pagos porem, os desavisados (já que possivelmente não serão avisados do término dos bônus) poderão ter gastos enormes com a gentileza da operadora. Muita cuidado pois o CPF do cliente pode sofrer danos.

FONTE da noticia principal (com adaptações  para a data):


Fonte das análies: do Blog



Segunda Feira, 15 de maio de 2017.
Evangelho segundo S. João 14,21-26. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».
Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: «Senhor, como é que Te vais manifestar a nós e não ao mundo?»
Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a Ele e faremos nele a nossa morada.
Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou.
Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco.
Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Reforma ameaça direitos dos trabalhadores. Dizem Magistrados.

18/04/2017 - 14h57
Camara noticias.

Magistrados dizem que reforma ameaça direitos dos trabalhadores

Terminou há pouco audiência pública conjunta das comissões de Legislação Participativa e de Trabalho, Administração e Serviço Público  para debater a reforma trabalhista (PL 6787/16), projeto em tramitação em comissão especial da Câmara.
Na audiência, representantes de magistrados da Justiça Trabalhista avaliaram que o substitutivo do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), precariza as relações de trabalho e retira direitos dos empregados. 
Rogério Marinho rebateu as críticas. “A proposta não precariza as relações de trabalho. Pelo contrário: permite o ingresso no mercado daquele trabalhador sem carteira assinada. São 20 milhões de pessoas”, disse.
Um dos pontos mais criticados foi a regulamentação do trabalho intermitente. O projeto prevê que o empregado receba pela jornada ou diária, e, proporcionalmente, com férias, FGTS, Previdência e 13º salário.
“Esse tipo de trabalho já existe, mas as pessoas estão sem 13°, férias e o marco regulatório que estamos propondo permite a elas ter esses direitos”, disse. Marinho. Segundo o relator, o mesmo se aplica a 4 milhões de contrataos para trabalhar em casa, modalidade conhecida como teletrabalho.
A proposta de Marinho também foi criticada por supostamente limitar o alcance de jurisprudências dos tribunais do Trabalho. “Nós estamos priorizando acordos extrajudiciais, como fazem vários países. Por que atacar um projeto que dá segurança jurídica?”, questionou.
Críticas
A desembargadora Vólia Bomfim Cassar, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, criticou vários pontos do projeto: as limitações à jurisprudência da Justiça Trabalhista, a possibilidade de trabalho intermitente, o aumento do custo das ações trabalhistas para o empregado e o teletrabalho. “Chega às raias da inconstitucionalidade impedir a jurisprudência de analisar um princípio constitucional”, disse.


Ela citou como pontos negativos a previsão de trabalho em casa sem a contagem da jornada, horas extras e trabalho noturno, e também as medidas previstas em relação à previsão de pagamento de custas judiciais pelo empregado que perder uma ação trabalhista.
“O empregado tem que pagar custas judiciais e só pode entrar com outra ação quando pagar. Mas o empregador não precisa”, comparou.
Rosângela Rassy, representante da Auditoria Fiscal do Trabalho, criticou o artigo do projeto que inclui a terceirização na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto prevê uma quarentena de 18 meses para impedir que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado.
“É um absurdo trazer a terceirização para a CLT. A terceirização é responsável pela maior parte dos acidentes de trabalho no País”, disse
Para Janilda Guimarães de Lima, procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Goiás, a proposta retira direitos do trabalhador. “Esse projeto vai consagrar a liberdade, mas a liberdade do século XIX.”.
Na avaliação do advogado trabalhista Luiz Antonio Calhao, a flexibilização da legislação não vai gerar empregos. “Não há relação entre flexibilização de direitos e aumento de emprego. Pelo contrário, em outros países, aumentou o desemprego. Se for barato demitir, é isso que vai acontecer”, avaliou. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Márcio Jerry destaca conquistas do governo Flávio Dino

o Secretario de Comunicação e assuntos políticos e federativos do estado Maranhão, Márcio Jerry Barroso, concedeu entrevista a uma emissora onde destacou alguns dos trabalhos do governo estado, em que ele mesmo tece as suas contribuições e que são indispensáveis, citando, alem de obras os programas desenvolvidos pelas secretarias e órgãos estaduais, tais como juventude, Procon, Secretaria da Mulher, segurança pública, saúde, educação Ciências e Tecnologia, Licitações (esta inclusive que vem trabalhando incansavelmente na liberação das obras nas avenidas Litorânea e Holandeses onde funcionará o BRT e que em breve as obras terão inicio, além de todas as outras entidades governamentais, pois todas tem dado suas contribuições para a administração e para o engrandecimento do estado em prol do seu povo


Acompanhe a entrevista:


O Secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry em entrevista a rádio Difusora

Secretário Márcio Jerry destaca conquistas do governo Flávio Dino em entrevista.




O Secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, concedeu entrevista à Rádio Difusora FM, na noite desta quinta-feira (26). Durante a conversa com os jornalistas, o secretário fez um balanço dos dois anos da gestão do governador Flávio Dino e destacou os diversos programas implantados pelo Governo.


O secretário destacou que há mudanças em todas áreas de atuação nas diversas regiões do Maranhão. “As pessoas enxergam que há mudanças. Há mudanças em todas as áreas no estado do Maranhão, se você pegar item por item, daquilo que tem sido feito de bom, de estruturante para mudar a realidade do Maranhão”, pontuou Márcio Jerry, que ainda defendeu as mudanças: “Hoje temos um estado que se movimenta, temos um Governo que fez com que houvesse uma movimentação real, concreta no estado do Maranhão, abrangendo todas as áreas”.
Ele passeou por diversos programas, ações e planos executados. Lembrou, por exemplo, que hoje o Maranhão tem mais policiais e viaturas nas ruas, mais professores, mais escolas recuperadas e mais escolas construídas, tem a educação em tempo integral. E tem a presença do Estado, com o ‘Mais Asfalto’, em 150 municípios. Pontuou ações de mobilidade como o Expresso Metropolitano e o Programa Travessia, que tem garantido transporte às pessoas com deficiência, em São Luís e em Imperatriz, além do programa ‘Cidadão do Mundo’, que garante intercâmbio – “coisa que antes só filho de rico fazia e hoje o filho de pobre também pode fazer”, disse.
O secretário destacou ainda a entrega simbólica de cinco novos hospitais macro regionais em funcionamento no estado – “E o governador Flávio Dino deu sentido a isso, em concluir, equipar e fazer funcionar”.
“Em qualquer área, na educação, na saúde, na infraestrutura urbana, e em todas as áreas há uma ação muito firme do governo Flávio Dino, e é isso que faz com que o Governo tenha aprovação superior a 60%, é isso que faz com que os maranhenses aplaudam este Governo, respeitem este Governo e faz com que o Brasil todinho olhe para cá, para aquele Maranhão que todo dia produzia notícias negativas, e que hoje consegue produzir exemplos positivos e edificantes”, relatou Márcio.
Questionado sobre os êxitos e vitórias nestes dois anos de gestão, o secretário defendeu: “Há muito êxitos visíveis, tangíveis e palpáveis, que você pode olhar, enxergar e pegar. E há outras que são mais simbólicas, mas que são igualmente importantes”. Para ele, o modo de gerir é a grande diferença da equipe que, hoje, conduz o Estado. “A atitude de governar, governar com transparência, governar com respeito ao recurso público, governar sem permitir nenhum tipo de desperdício ou nenhum tipo de corrupção. Governar, portanto, com honestidade, decência, seriedade e respeito ao cidadão e à cidadã, isso é algo muito importante porque não era, infelizmente, a normalidade no Maranhão, porque se governava muito para abastecer privilégios privados, e o chamado patrimonialismo”, concluiu.
do portal de noticias do governo do Maranhão

Sarney briga na Justiça depois de obrigado a devolver milhões.

Sarney briga na Justiça por aposentadorias de R$ 73 mil depois de obrigado a devolver dinheiro


Ex-presidente da República, já condenado por receber valores além do teto constitucional desde 2005, acumula aposentadorias de ex-governador, ex-senador e ex-servidor do Tribunal de Justiça do Maranhão

Em tempos de crise, Sarney acumula benefícios dos três Poderes. Defesa diz que não há nada ilegal no acúmulo das aposentadorias que excedem o teto
 

Enquanto milhões de brasileiros aguardam com apreensão as mudanças previstas na reforma da Previdência, o ex-presidente da República e do Senado José Sarney (PMDB) trava uma batalha judicial para manter sua tripla aposentadoria, que lhe garante uma renda de R$ 73 mil por mês. O valor representa mais que o dobro do teto constitucional para o servidor público no país, o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 33,7 mil. Sarney foi condenado pela Justiça Federal em Brasília a devolver aos cofres públicos tudo o que recebeu acima desse teto desde 2005. O montante anterior não foi cobrado por ter prescrito o prazo de punção judicial – ou seja, o Estado perdeu o prazo para reivindicá-lo.

O ex-presidente acumula uma pensão no valor de R$ 30.471,11 mil como ex-governador do Maranhão, outra de R$ 14.278,69  mil, que recebe como servidor aposentado do Tribunal de Justiça maranhense, e mais R$ 29.036,18 mil como ex-senador.
Para a juíza Cristiane Pederzolli Rentzsch, da 21ª Vara Federal, que condenou o senador em 25 de agosto de 2016, a soma desses benefícios não poderia ultrapassar o teto remuneratório fixado pela Constituição. Sarney recorre da decisão. Além de determinar a devolução do dinheiro recebido ilegalmente, a juíza mandou o ex-presidente abrir mão de benefícios para se enquadrar no limite constitucional. Em sua sentença, Cristiane não fixa o valor a ser ressarcido aos cofres públicos. Se for aplicada a atual diferença entre o que o peemedebista embolsa e a remuneração de um ministro do STF, se considerado desde os cinco anos anteriores à data em que o processo foi autuado no tribunal, a conta pode passar dos R$ 4 milhões.

Defesa contesta
O advogado Marcus Vinicius Coelho, que defende Sarney no processo, argumenta que as remunerações da ativa – incluídas na ação iniciada quando o político ainda estava no exercício do mandato – e os “proventos recebidos da inatividade” não podem ser alcançados pelo teto previsto na Constituição. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alega, ainda, que os proventos são pagos por entes federativos diversos. “Assim, não há o extrapolar do teto constitucional”, disse Marcus Vinicius ao site.


No recurso entregue à Justiça, a defesa afirma que Sarney já recebe como ex-governador antes da Emenda Constitucional nº 41/2003, que fixou o teto remuneratório, e da própria Constituição de 1988. Embora tenha controlado a política em seu estado por cinco décadas, o peemedebista foi governador do Maranhão por um único mandato, de 1966 a 1970. Tempo suficiente para lhe garantir R$ 30 mil por mês na conta bancária.
O domínio político da família, também representada pela ex-governadora Roseana Sarney, sua filha, só foi quebrado temporariamente pelo governo de Jackson Lago (PDT) e, na última eleição, pelo governador Flávio Dino (PCdoB).
Na folha de pagamento dos servidores aposentados do Tribunal de Justiça, Sarney aparece como analista judiciário. Em fevereiro deste ano, último mês em que é possível fazer a consulta na página do TJMA, seus créditos ficaram em R$ 14.278,69. Feitos os descontos, a aposentadoria líquida ficou em R$ 11.047,41. O Congresso em Foco não conseguiu apurar em que período o ex-presidente trabalhou na corte.

Em resposta ao site, a Secretaria de Gestão e Previdência do Maranhão (Segep-MA) informou que, “até o momento, não existe no órgão nenhum pedido judicial de suspensão” da aposentadoria. Como o caso ainda segue na Justiça, a suspensão só deverá ocorrer após sentença final.
Vantagens pessoais
Em sua decisão, Cristiane Pederzolli contesta a tese de que o acúmulo não está sujeito ao teto. “Na linha de entendimento dos Tribunais Superiores, a partir da edição da EC (Emenda Constitucional) nº 41/2003, nenhum tipo de subsídio, vencimento ou provento ultrapasse o teto fixado, estando as vantagens pessoais incluídas no teto remuneratório”, escreveu.
“Por todo o exposto, forçoso concluir que os valores relativos aos 03 (três) vencimentos, de que cuidam o presente caso, recebidos pelo requerido José Sarney incluem-se no cômputo do teto remuneratório constitucional. Portanto, para a aferição da obediência ao teto, tais vencimentos devem ser tomados ‘em adição’ e não ‘em separado’”, reforça a magistrada na sentença.
A denúncia ajuizada pelo Ministério Público foi baseada em notícia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, em 6 de agosto de 2009, que mostrou que o então presidente do Senado recebia pelo menos R$ 52 mil dos cofres públicos por mês. Na ocasião, mais do que o dobro permitido pela Constituição, que estabeleceu como teto salarial o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal, na época de R$ 24.500.
Lava Jato
Este não é o único problema que Sarney enfrenta na Justiça. Desde fevereiro ele é investigado na Operação Lava Jato. O ministro Edson Fachin, responsável pela operação no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o ex-senador por tentativa de obstrução da Lava Jato junto com os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado. Além de embaraço às investigações, todos são acusados de organização criminosa, conforme revelações feitas em delação premiada de Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos.
Dono de uma das carreiras políticas mais longas da história do país, Sarney exerceu mandatos por 59 anos. Desses, 38 anos foram passados no Senado – 14 anos pelo Maranhão (entre 1971 e 1985) e 24 pelo Amapá (de 1991 a 2015). Nesse período, presidiu a Casa três vezes. Vice-presidente eleito indiretamente na chapa encabeçada por Tancredo Neves, assumiu o Planalto com a morte do colega, que nem chegou a tomar posse. Seu governo, o primeiro após a ditadura militar, foi marcado por tentativas frustradas de planos econômicos, hiperinflação e baixa popularidade. Mas também é lembrado por marcar a redemocratização do país.
POR JOELMA PEREIRA E EDSON SARDINHA | 10/04/2017 15:10  Congresso en foco

terça-feira, 7 de março de 2017

Temer negocia a água do Brasil

Multinacionais querem privatizar uso da água e Temer negocia

O governo do presidente de facto, Michel Temer, advertido para o efeito extremamente negativo da medida, caso venha a ser adotada, resolveu adiar a primeira reunião para tratar da privatização da água no Brasil

Por Redação – de Brasília
A sanha privatista do governo instalado após o golpe de Estado, em curso, atinge um dos segmentos mais estratégicos para o crescimento do país, segundo revelou um alto funcionário da Agência Nacional de Águas (ANA), em condição de anonimato, à reportagem do Correio do Brasil, na manhã desta segunda-feira. O Aquífero Guarani, reserva de água doce com mais de 1,2 milhão de km², deverá constar na lista de bens públicos privatizáveis, à exemplo das reservas de petróleo no pré-sal e da estatal federal de energia, Eletrobras.
Presidente da Nestlé, o austríaco Peter Brabeck-Letmathe é um dos principais interessados na água do Aquifero Guarani
Presidente da Nestlé, o austríaco Peter Brabeck-Letmathe é um dos principais interessados na água do Aquifero Guarani
O governo do presidente de facto, Michel Temer, advertido para o efeito extremamente negativo da medida, caso venha a ser adotada, resolveu adiar para o dia 12 de setembro a primeira reunião do conselho do Programa de Parceria e Investimentos (PPI), na qual serão definidas as primeiras concessões e privatizações do governo, acrescentou a fonte. As negociações com os principais conglomerados transnacionais do setor, entre elas a Nestlé e a Coca-Cola, seguem “a passos largos”.
— Representantes destas companhias têm realizado encontros reservados com autoridades do atual governo, no sentido de formular procedimentos necessários à exploração pelas empresas privadas de mananciais, principalmente no Aquífero Guarani, em contratos de concessão para mais de 100 anos — acrescentou.
A primeira conversa pública acerca deste e de outros setores que tendem a seguir para a iniciativa privada estava prevista para esta semana, no dia 25, mesmo dia em que será aberto o processo de votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Esta coincidência foi fatal para o adiamento da reunião. Se confirmada a cassação do mandato de Dilma, o seu substituto deverá viajar à China no início de setembro para a reunião do G-20. A reunião do PPI, que será presidida pelo próprio Temer, ocorreria então após seu retorno.
O anúncio deve conter uma lista de concessões mais “imediatas”, como as concessões dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) e dos terminais de passageiros dos portos de Fortaleza e Recife (PE). Além disso, deve haver uma outra relação de projetos a serem concedidos ou privatizados no médio prazo, com leilões que podem ocorrer em até um ano, como das distribuidoras de energia da Eletrobras e dos mananciais de água doce.

Fator estratégico

A relevância de um dos maiores mananciais mundial de água doce é tamanha que, há décadas, tem sido alvo da especulação quanto ao seu uso e exploração. O Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aqüífero Guarani, conhecido por Projeto Aquífero Guarani (SAG), da ANA, foi criado com o propósito de apoiar Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na elaboração e implementação de um marco legal e técnico de gerenciamento e preservação do Aqüífero Guarani para as gerações presentes e futuras. Após a vitória dos conservadores na Argentina e os golpes de Estado por orientação da ultradireita, tanto no Paraguai quanto no Brasil, restou ao Uruguai votar contra a privatização do aquífero.
Reserva de água no Aquífero Guarani - clique para ampliar
Reserva de água no Aquífero Guarani 
Esse projeto foi executado com recursos do Global Environment Facility (GEF), sendo o Banco Mundial a agência implementadora e a Organização dos Estados Americanos (OEA) a agência executora internacional. A GEF, no entanto, mantém laços muito próximos às grandes corporações.
Com área total de 1,2 milhões de km², dois terços da reserva estão em território brasileiro, no subsolo dos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A importância estratégica do Aqüífero para o abastecer as gerações futuras desperta atenção de grupos de diferentes setores em todo o mundo”, afirma documento da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.
“A sociedade civil organizada está atenta às possíveis estratégias de privatização de grupos econômicos transnacionais. Uma vez que, em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial, através do Fundo Mundial do Meio Ambiente (GEF), implementaram o projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável que visa reunir e desenvolver pesquisas sobre o Aqüífero Guarani, com objetivo de implementar um modelo institucional, legal e técnico comum para países do Mercosul”, acrescenta.

Água privatizada

O empresário austríaco Peter Brabeck-Letmathe, principal financiador de campanha dos partidos de extrema direita naquele país, preside o grupo Nestle desde 2005 e nunca escondeu seu objetivo de tornar o fornecimento da água passível de exploração ainda mais acentuada pelas companhias do setor alimentício. O comércio de água representa 8% do capital do conglomerado que, em 2015, totalizaram aproximadamente US$ 100 bilhões.
“A água que você precisa para a sobrevivência é um direito humano, e deve ser disponibilizada a todos, onde quer que estejam, mesmo que eles não possam se dar ao luxo de pagar por isso. No entanto, também acredito que a água tem um valor. As pessoas que usam a água canalizada para a sua casa para irrigar seu gramado, ou lavar o carro, devem arcar com o custo da infra-estrutura necessária para a sua apresentação”, disse Brabeck-Lemathe em recente artigo publicado na sua página, em uma rede social.
As fábricas que engarrafam, em muitos casos tomam a água da mesma rede destinada para uso público. Muitas vezes, como a Coca Cola, acrescentam um pacote de minerais e a chamam de “água mineral”. Com este procedimento, o preço da água de garrafa salta em mais de mil por cento, “engarrafando-a e tornando-se um dos negócios mais descarados do mundo capitalista”, revela a analista venezuelana Sylvia Ubal, em recente artigo publicado naquele país.
“Nestes tempos da globalização estamos assistindo uma concentração impressionante da indústria em torno de quatro a cinco multinacionais que estão criando um monopólio. Indústrias como Nestlé, Danone, Coca Cola, Pepsi Cola, possuem dezenas de marcas em torno de cada uma delas, que marcam o preço e a qualidade da água sem controle algum. Nos EUA mais de um terço da água engarrafada é simplesmente água de torneira tratada ou não; sendo um negócio monopolizado pela Nestlé e Danone, as líderes mundiais”, acrescentou.
Ubal afirma, ainda, que está cada vez está mais claro que a água doce é um recurso finito, “vulnerável à contaminação – que é excessiva por parte das empresas transnacionais”.
“Esta situação contribuiu para conceber a água como um bem mercantil e não como um direito fundamental, em prejuízo à satisfação das necessidades humanas básicas, das concepções ancestrais das comunidades étnicas, gerando assim maior desigualdade social e afetando, por sua vez, a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas. A expansão deste negócio exige das grandes corporações de bebidas e alimentação como a Coca Cola, Pepsi Cola, Danone, Nestlé…, a ter cada vez mais acesso aos recursos hídricos, impulsionando a privatização de água e aquíferos. E o setor da água engarrafada está crescendo muito rapidamente em todo o mundo, sendo o negócio mais lucrativo atualmente, mas também é um dos menos regulados, o que dá lugar a situações verdadeiramente escandalosas”, conclui.